31 de dez. de 2010

Aqui tem planejamento - Parte I: Qual é o papel?

Onde podemos encontrar planejamento? Nessa série quero buscar compreender mais sobre planejamento, identificando onde ele esteve presente e como trouxe diferencial:
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E de praxe que em filmes de final de ano ouçamos um discurso retórico sobre o que os as pessoas esperam do próximo ano, que se comparado ao discurso dos anos anteriores ou anunciantes diferentes vemos mais do mesmo em tom humorado e esperançoso o que ignora as aspirações de consumidores cada vez mais conectados, densos, participativos e acima de tudo questionadores.

E como se não fosse suficiente, neste ano, vemos que as pessoas aderiram à bandeira da sustentabilidade, do consumo consciente, ainda que timidamente, mas que já provocou interesse e mudanças nas atitudes tanto do Estado e das Empresas.

Dentro desse contexto O Itaú Unibanco lançou no dia último dia 14 uma nova campanha que conta com filme ("Questões") e peças de internet:

"Pensamos nas grandes questões que vêm sendo discutidas na sociedade conectadas às ações que o Itaú Unibanco já está implementando e que serão reforçadas em 2011", aponta Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú Unibanco.

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/nova-campanha-do-itau-destaca-sustentabilidade-inovacao-e-tecnologia

No Filme o Itaú Unibanco questiona “Qual o papel de um banco?” dentro desse cenário:


- Sustentabilidade e consumo consciente: Eu acredito que uma das perguntas base do planejamento foi parar no filme: “Qual o papel de um banco?”, pois poderia pode parecer sem nexo falar de um consumidor que esta se conscientizando sobre o consumo consciente e um banco ícone do capitalismo. No entanto é exatamente isso que o Itaú Unibanco demonstra se preocupar. O que espera essa sociedade? Aliás em todo o filme o foco e em falar sobre as “pessoas”, a “sociedade” e não sobre o indivíduo enquanto unidade, o que reforça a intenção de se conseguir uma imagem de um banco que se preocupa com o seu papel na sociedade;

- Tecnologia: Vemos que a preocupação não é em dizer que ela é uma prioridade, mas que o interesse e em como ter uma tecnologia mais humana, ou seja, que aproxime as pessoas, que seja funcional, eficiente e simples;

- Aumento expectativa de vida e da qualidade de como esses anos a mais serão usufruídos: Fica claro que com isso determinados temas, produtos e serviços podem fugir da prioridade das pessoas, mas ainda sim são serviços que podem ser adaptados, para que novamente, se tornem úteis e atrativos as pessoas.

E o filme termina de forma brilhante pontuando:

- Quando existem novas perguntas é preciso buscar novas respostas: Assim como em todo o filme, mas a meu ver com mais vigor neste trecho, ao passo que a narração diz que quando a sociedade e o mundo tem novas perguntas, o filme mostra uma mulher que se deita em meio a uma enorme biblioteca, a medida que seu olhar percorre as prateleiras e um sorriso orgulhoso salta de seu rosto, na seqüência temos a narração dizendo que é preciso “buscar novas respostas” e vemos exatamente essa frase servindo de parâmetro de busca em um navegador, forma como o mundo se acostumou a encontrar as suas respostas.

Eu acredito que falar sobre aspectos contemporâneos pode funcionar, mas apenas vai gerar uma campanha oportunista que não engaja. O que eu percebo e que o processo de planejamento serviu primeiramente para que o próprio Itaú Unibanco se questionasse sobre qual o seu papel na sociedade e com isso como os seus produtos poderiam servir a mesma. Isso ficou tão presente que vemos no filme desde a pergunta que é lançada no começo quanto ao longo do ótimo desenvolvimento das situações em que o mesmo questionamento é repetido. Realmente mais do que inspirada o que aparenta e que a criação participou de todo o processo de planejamento.

Com certeza aqui tem planejamento.

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